VULTO ENCANTO
Cleide Canton
 
 
Beijando o rosto amado, ternamente,
como se fosse aquela a vez primeira,
soube, então, que seria a derradeira
pela voz que, em se calando, consente.
 
Pensou, talvez, que o beijo a comovesse
ou que o elo fosse forte o bastante...
Mas sentiu-a decidida e distante,
sem que a ele nada mais a prendesse.
 
Vê-a, linda, afastar-se de seus braços,
altiva e mui segura nos seus passos,
no rumo  que a levava a outro amor.
 
No peito, a agonia ensaia o pranto,
ao ver na distância o vulto-encanto
fugir-lhe sob um céu sem luz e cor.
 
 
SP, 05/08/2006
14:00horas
 
 
 FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 
 
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Página editada por Cleide Canton em 12/09/2006

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