TEMPO, RUMO E SORTE
Cleide Canton
 
 
Urgente, o tempo brinca de destino
nas velas alvas, pálidas ao vento.
Abrindo valas, brinda com seu hino
ao ser errante, cego e sem alento.
 
Na marcha altiva o rumo não despreza
e a sorte sobra a quem ousa jogar,
enquanto o crente, humilde, espera e reza
que os céus escutem o seu lamentar.
 
Perdido o rumo, o tempo não perdoa
nem se faz lento, nem transgride à toa.
Se a sorte falha, apenas acompanha.
 
E o tal destino vai contando os dias
cedendo um tanto, poucas regalias
ao aprendiz que, quando perde, ganha.
 
SP, 11/09/2006
18:00 horas
 
   FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 
 
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Página editada por Cleide Canton em 12/09/2006

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