SOB O CRUZEIRO DO SUL
Cleide Canton

 
 
Por mais que se tomem caminhos divergentes
e a verdade se revista dos véus da eloqüência,
na balança não se entornam nossos repentes,
apenas os atos, frutos da benemerência.

 
 Por mais que se faça, se o "eu" é prepotente,
por mais que se lute se falta a humildade,
por mais que se queira se o querer é negligente,
não se colhe fruto na semente da adversidade.

 
 Para uma gama de tolos são poucos os sábios.
São poucos os tolos para tanta iniqüidade.
Os puros se cansaram, cerraram os lábios
e o poder se assenta sobre as asas da liberdade.

 
 Embora tudo isso pareça um sonho mal,
há de acabar na balança da espada justiceira,
pois não se foge da sentença, agora ou no final,
e haverá de se orgulhar esta mãe hospitaleira.

 
 Debaixo da magia deste céu estrelado
onde o Cruzeiro cintila e aponta nova era,
há de bebê-lo cada filho que hoje é revoltado
no expurgo das vergonhas que jamais quisera.

 
 

Midi:
Hino da Independência
Letra: Evaristo da Veiga
Música: D. Pedro I
 

Formatação:
Simone Czeresnia
 

 

 

 

 

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 10/10/2005

 

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