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SEM
MEDO DE ERRAR
Cleide
Canton
Diga-me se eu o ofendi
e ouvirá
um pedido de desculpas.
Mas,
diga-me.
Talvez eu
não tenha percebido
que meu
gesto o tenha magoado.
Mostre-me se errei
e eu
farei o impossível para reparar.
Mas,
diga-me.
Talvez a
minha percepção
não tenha
me alertado do erro.
Revele a
sua verdade.
Pode ser
que ela seja diferente da minha
mas,
diga-me.
Se você
se omitir
apenas um
de nós crescerá.
Comente
as minhas ações.
Somos
diferentes
e talvez
você seja melhor do que eu.
Permita-me aprender consigo.
Escute as
minhas opiniões.
Quem sabe
elas lhe mostrarão
um outro
lado que não esteve
ao
alcance dos seus sentidos.
Posicione-se.
Não tenha
medo de errar.
Se você
não disser o que pensa
como é
que lhe mostrarei minhas razões?
Seria
justo eu ficar sem conhecer as suas?
Por maior
que seja o carinho
que nos
une,
jamais me
defenda sem antes
falar
comigo.
Pode ser
que sua defesa
inflamada
não
produza os efeitos que deseja.
O
argumento emocional
ludibria
poucos
enquanto
o racional
convence
a todos.
E, se
quiser o meu amor,
desnude-se.
"Não se
ama
aquilo
que não se conhece".
SP, 04/05/2005
20:50 horas
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Página editada por Cleide Canton em 11/05/2005