ROUBADA
Cleide Canton &
Sandra M. Julio

(entrelace)



E  me deixei roubar por faíscas de estrelas
que adornam o luar.
Me fiz tênue luz sorrindo em teu sorriso
E me deixei levar pela chama do amor
ao teu sonhar
Tola fantasia caminhando sem siso.
E me deixei ficar pelo mel das palavras
do teu chamar.
Doce punhal sangrando o presente
E me fiz prisioneira dos ecos da canção
que te ouvi cantar.
Sinfonia d'um amor doente, demente...
E me fiz inteira, palavras eternas,
sem vacilar.
A mim perdi, neste solitário caminhar
E me fiz ausente na arritmia constante
do teu cavalgar.
Trôpego de tantas e tantas ausências alcançar.

Então , talvez me encontres num shopping, cinema,
quem sabe num bar
Num horizonte a beira mar...
ou voando nos ventos, nas noites de chuva,
em qualquer lugar.
Náufraga na solidão do meu olhar.
Pode ser que eu esteja perdida no sonho
de te abraçar
Restituindo pedaços,
ou vagando, cansada, na madrugada
a esperar
Calada, entre soluços
que um anjo qualquer se apiede das lágrimas
que deixo rolar.
Pela sintonia deste tresloucado querer...
E  me fiz a sombra da mulher que um dia
eu te quis ofertar.
Esquecendo-me a perecer.
No entanto,
engulo o pranto...
Seco a alma
Árida e calma

Minto a mim mesma para não te enganar.
Depois  sigo, a me engrazar.




FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 
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Página editada por Cleide Canton em 08 de outubro de 2008

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