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QUERENÇAS
Cleide
Canton
Ouso
dizer-te,
que
muito mesmo eu
queria
alguém
que alcançasse
o meu amar,
que
se fizesse
presente de
fato,
que
não se perdesse
em palavras
banais
e
não procurasse
na vida as
diagonais.
Queria
alguém
que
fosse capaz de
voar comigo
na
mesma direção.
Que
não tivesse os
mesmos desejos
mas
que soubesse
aceitar os meus.
Que
não fosse um
Apolo
mas
que com carinho
me ofertasse o
colo.
Que
me fizesse
acreditar no
amor
como
objetivo da vida
e
não como meio
de ser feliz.
Um
amor que me
fizesse matriz.
Queria
alguém
que
percebesse o
valor da minha
oferta
sem
dúvidas ou
preconceitos,
que
sorrisse dos
meus defeitos
e
acreditasse nas
minhas verdades.
Alguém
que soubesse
desvendar
os
meus mais íntimos
segredos,
que
ao meu lado
ficasse para
vencer meus
medos.
Queria
alguém
que
não fosse o meu
escudo
mas
que colocasse
sua mão sobre a
minha
para
que nunca mais
eu me sentisse
sozinha.
Alguém
que se fizesse
presente
mesmo
ausente
que
pisasse firme o
chão
mas
me ofertasse
inteiro o coração.
Alguém
capaz
de
acreditar na
vida a dois
no
agora e no
depois.
Queria
alguém...
Como
eu queria!
Até
poderia
os
revezes da vida
ter sofrido,
muitas
taças de
amargor ter
bebido,
muitos
outros amores
ter vivido.
Eu
aceitaria
e,
por Deus,
suas
mágoas curaria.
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