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QUEM DERA
Cleide Canton
Quem dera tu chegasses de mansinho
e ousasses acender a velha chama!...
Talvez, no mesmo rumo em que caminho,
houvesse a mesma flor em nova rama.
Quem dera belos sonhos reformados
nos trajes de cetim, em rósea alvura,
dissessem dos desejos resguardados,
agora sem bloqueios, sem censura.
Quem sabe, sob a nova melodia,
os passos entrelacem a harmonia
na dança que deixamos por findar.
O tempo, bom amigo e companheiro,
permite, no seu seio hospitaleiro,
que o novo possa nele recostar.
SP, 12/05/2010
9:30 horas
FORMATAÇÃO SIMONE CZRESNIA
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Página editada por Cleide Canton em 14 de maio de 2010