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Primeiro amor
Arde no peito
a chama que não fenece.
Explode a saudade
que não esmorece,
lembrando o primeiro desejo de amar
que o tempo cruel
não consegue apagar.

Anseios trocados,
apertos de mão,
rubores na face ,
buracos no chão,
suspiros, gemidos, intensos olhares...
Novo santo
eu colocava nos altares!

Seus olhos brilhantes,
castanhos-dourados ,
fitavam, tensos,
os meus enamorados.
Calavam-se as vozes contidas no peito
na espera do mais
que se tinha direito.

Um tímido beijo,
primeiro, sonhado,
depois um segundo,
mais aconchegado...
Ficou na lembrança este terno momento
que agora declamo
num doce lamento!

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