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PRECE
DE FINAL DE ANO
Cleide
Canton
A quem deverei clamar
se o nome de Deus se perde em bocas insensatas? A quem deverei implorar se sou apenas um ser humano cheio de imperfeições? Teria eu o direito de esperar um convívio maravilhoso entre as pessoas, sem que cada um olhasse para dentro de si mesmo e sem as defesas prontas e tão aplaudidas ante fatos escandalosamente errôneos? Defesas que confundem o certo aos olhos dos incautos? Seria essa total inversão de valores aceita por tantos que passariam a confrontar com as minhas verdades, a ponto de eu me achar completamente perdida, sem direção, sem juízo de avaliação? Meu Deus, não existe mais o Bem e o Mal, o Certo e o Errado, a Verdade e a Mentira, a Causa e a Conseqüência? Será que nos dias atuais não mais existe a decência, o respeito? Será que o medo cala os nossos gritos? Ou será que o mocinho foi morto, o modelo se perdeu nas conveniências e todos se escondem em trincheiras de desculpas em nome de uma falsa paz? Calam-se as vozes da razão, envoltas em nódoas equívocas. Calam-se o bem e a verdade e a mentira se veste de escandalosos véus, aplaudidos por aqueles que dizem agir em nome do bem. Mudou também o conceito de justiça? Não compreenderam o venda que cobre os seus olhos nem ao peso da sua balança? Ah! Deus meu! “Ubi sumus terrarum”?
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Crédito de imagem By Gloria Guedes
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designer Ana Amélia Donádio/Romantic Home
Página editada em 30/12/2004
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