Por toda a eternidade
Cleide Canton


As lágrimas que por ti rolei
não viste, mas sei que sentiste.
Afinal, me havias prometido
e se fosse por ti não terias ido.
Meço a distância que nos separa
pela solidão que me apavora
e pelo vazio que sinto agora.



Fui a dona do teu último beijo,
a emoção plena do teu desejo,
o brilho do teu sorriso,
o chão do teu paraíso,
a letra do teu cantar.
Fui a mulher que escolheste para amar.



Nas minhas mãos colocaste o mundo
e bastante foi um segundo
para tudo desmoronar.
No apogeu da nossa verdade
ceifaram-te a vida sem piedade
o que não pude evitar.



Banhei-te em convulsos prantos 
que a dor dos meus desencantos
não conseguiu reprimir.
Gritei teu nome, implorei,
aos anjos e santos rezei
e não tive ninguém para me ouvir.



No pé da serra a branca casinha
em sonhos nossa, hoje só minha
não testemunhará, por certo,o nosso amor.
As flores brancas da laranjeira
agora terão a vida inteira
para chorar com minha dor.



Hoje só me acalma a tua lembrança
que meu sonho ainda alcança
querendo contigo estar.
E para aquela estrela que vagueia
prometi o sangue que corre em minha veia
só para poder de novo te abraçar.



Respondeu-me ela cheia de vaidade
que essa também era a tua vontade
e que nunca vira uma amor assim.
Que ficaríamos juntos, não importava o quando
e que seguisse meus passos te amando
até o dia em que voltarás para mim.

Proibido a cópia sem autorização da autora

 

Web designer Ana Amélia Donádio
romantichome@terra.com.br
Página editada em 03/09/2003.

 

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