Sempre o
ouço chegar
nos momentos
em que o coração
arranja um
jeito de driblar a emoção.
E com a voz
em melodia
diz que
velou o meu dia,
ouviu as
minhas preces,
sorriu da
minha lamúria,
enxugou o
meu suor.
Diz que
abrandou a nostalgia
com uma
pitada de alegria
na visão se
um beija-flor
e que zelou
pelo meu sono,
privou-me do
abandono
Diz que
colocou-me no colo,
afagou os
meus cabelos,
acompanhou
meu vôo solo
sem juízo de
valor.
Diz que
sorriu das minhas exigências,
zombou das
minhas vaidades,
dos meus
conceitos, das minhas verdades,
tentou um
choro nas minhas tristezas
e um riso
nas minhas sutilezas.
Às vezes
penso
que isso
tudo é "papo de anjo",
outras, um
encantamento puro,
no cenário
onde figuro.
Anjos!
Para mim
todos são azuis
e tem longos
cabelos encaracolados,
olhos
verde-acinzentados,
com pele
branca ou negra,
gordos ou
magros,
altos ou
baixos,
mas sempre
azuis.
Não sei de
seus poderes
mas sei que
acumulam deveres.
Anjos!
Teriam nomes
e
sobrenomes?
O meu anjo
da guarda,
seria
Nicolau ou Benjamim,
ou, quem
sabe, Serafim...
E por que
será
que não
encontro anjos
com nome de
mulher?
Vanda,
Rita ou Ester!
Não importa!
Chame o seu
anjo como quiser!
SP,
17/11/2006/
20:20 horas