Pagã
 Rosa Pena


De amor não mais escreves,
muito menos proferes.
Teu braço está com íngua
o gato comeu tua língua,
aliou-se a esquerda
e entrou em greve?
Eu imprudente
não falo eu ou você
persisto em falar:
- A gente!
Meu coração ainda ferve,
minha razão obtusa
afirma que nossa paixão vinga.
Por mais que me digas não
nem o Adão resistiu aos encantos
da serpente.
Dá uma mordida na maçã!
Abusa. 
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RECLUSA
Cleide Canton
   
Escondo-me!
Não mais vertente,
fujo do aparente.
Calo o amor que a gente sente.
Melhor é sentar no vazio,
apagar o pavio.
A macieira secou,
a serpente rolou
no barranco dos afins.
Nem meios, nem fins.
Pior aqui:
só Pedros e Joaquins.
Hiberno!
Saio do que fiz  meu inferno.
Desuso!
Não uso, não abuso
nem chupo parafuso.
Tempo de plantio!
Estou de olho na maçã...
  
03/11/2205
16:00horas

 
FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
 

 

Página editada por Cleide Canton em 11 de abril de 2006

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