OUTRA VEZ Cleide Canton
Se invado os versos teus cheios de graça e neles não me pintas como dantes, entendo que não fui nuvem que passa nem cinzas das fogueiras dos amantes.
Se fui-te o sol ardente em melodia e musa a desfilar nas tuas linhas, não quero ser-te chuva em noite fria nem praga no licor das tuas vinhas.
O medo me deteve nesta estrada de sonhos que tivemos algum dia e agora se acomodam no passado.
Então me vejo inteira aprisionada nas garras desta louca fantasia de ter-te novamente e apaixonada.
SP, 22/01/2006 1:30 horas
FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA
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Página editada por Cleide Canton em 06 de fevereiro de 2006
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