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Outono
Cleide Canton Garcia
Como a folha
que se desprendeu,
se soltou, voou,e quedou-se
amarelada, envelhecida,
assim me encontro
no outono da vida.

Sobrou-me o viço d'alma
que transparece em minha aura
azulada,
um tanto esfumaçada...

Sobrou-me ainda a fé
e um sorriso franco.
Sobrou-me o branco
da mistura de sonhos
vividos.

Sobrou-me um coração
que não mais chora
mas está aberto
para o mundo afora.

O vento
já não me leva
para outras paragens,
mas refresca nas estiagens.

O sol
não mais queima a minha pele
mas embala
meus pensamentos

A lua se revestiu de lilás...
Soberba, altaneira
é ainda companheira
das minhas noites de paz.

Proibido a cópia sem
autorização da autora
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