O que sabíamos, então?
Cleide Canton Garcia


Quantas vezes 
os ecos dos teus ais se perderam
nas limitações da minha dor.
Quantas vezes teus soluços
se fizeram acordes do meu amor.



Todas as emoções vividas,
das maiores até as julgadas esquecidas,
desabrocham nas minhas lembranças...
Éramos, então, pouco mais que crianças.



Não me tiveste por inteiro.
Querias o mundo
e eu só a ti queria.
Almejavas a glória
e eu torcia pela tua vitória.



Levaste-me ao altar
e eu te dei meu sim com lágrimas no olhar.
Espelhos de ti fizeste brotar em mim.
Histórias de amor sem fim...



Nos meus guardados,
véu e grinalda pelo tempo amarelados
e o elo dourado já sem brilho.
No meu ontem que hoje se faz,
invadindo os quatro cantos da minha saudade,
nosso adeus sem piedade
num vazio se perdeu.
Um sonho de amor que tão pouco viveu...



Se me tivesses dito espera
eu até hoje estaria te esperando.
Se me tivesses dado uma chance
eu teria seguido te amando.



Ah! Se de tudo que sou ontem soubesse
talvez hoje não estarias
somente na minha prece
e não teríamos achado em outros
prantos tantos que não se merece.



Apagaram-se as luzes no nosso amanhecer
e mesmo assim, não consigo te esquecer.



SP,15/03/2004
18:26 horas

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Página editada em 06/04/2004.

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