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NÃO VIU, SENTIU
Cleide Canton
Não viu
o riso do mal.
Sentiu
o golpe da foice.
Não viu
a fúria do vento.
Sentiu
o desvio da rota.
Não viu
o início da chama.
Sentiu
a dor da queimada.
Não viu
o vaso partido.
Sentiu
a mágoa contida.
Não viu
o teto ruindo.
Sentiu
o baque da queda.
Não viu
o sol...
Sentiu
a lua.
E a razão explodiu
na lágrima vertida.
SP, 08/07/2009
10:00 horas
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA
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Página editada por Cleide Canton em 10 de julho de 2009