Morrerei assim...
Cleide Canton Garcia


Meus versos se vestem, ao teu olhar,
com as roupagens que quiseres dar.
O meu eu 
nunca se escondeu 
no flutuar dos meus devaneios,
nem se acorrentou 
ao medo das conseqüências,
tampouco se deixou levar
por argumentos 
sem fundamentos.



Cultivo a história dos meus passos
rica em erros e acertos,
em prantos e risos,
em sucessos e fracassos.
Esperes jamais
mudanças radicais.



Morrerei assim...
Presa aos alicerces
e às estruturas arquitetadas 
por aqueles que pensaram em mim.



Todavia,
embora fixa na base,
não parei em tempo e lugar algum.
Encontrar-me-ás
isenta de ódios e rancores
mas com minha lança voltada
a dois alvos certos, meus valores:
amor e justiça.



Conheci-me assim...
Vivi assim...
Morrerei assim...



SP, 16/05/2004
13:09 horas

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Página editada em 06/06/2004.

 

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