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Meus simples versos
Cleide Canton Garcia
Estes meus tolos versos,
perdidos, sem declamação,
se desgastam com o tempo,
pedindo perdão!
Rabiscam formas verdadeiras vestidas de fantasia
onde, o que se cria,
deixa pulsar mais forte e sempre
um tolo coração.

Estes meus versos de momentos verdadeiros
são simplesmente hospedeiros
das emoções confundidas,
das lágrimas desiludidas,
das dores de saudade
e das tão poucas alegrias da realidade.

Estes meus versos
que às vezes se confundem
num vendaval de carinhos apaixonados,
distantes, relegados
a outros patamares que não alcanço,
são despidos da ironia
com o que me deparo a cada momento,
a cada dia...

São livres de todos os véus...
Livres... atingem todos os céus
qual gaivota a planar após um vôo derradeiro
na busca, impetuosa e infinita,
do alvo que ainda não conseguiu por inteiro.

Meus tolos versos,
loucos , apaixonados, destronados,
se confundem com as minhas dores
para se encontrarem no amanhã
nos olhos dos verdadeiros amores.

Meus tolos versos
condenados à morte sem tortura
levando consigo minha pálida figura,
desfazem-se com o tempo e a longa espera
de um amor que, na verdade, eu não quisera.

SP, 17/02/2004
20:25 horas
Proibido a cópia sem
autorização da autora
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