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INQUIETUDE
Cleide Canton
Perdoem o silêncio do poeta
enquanto a dor lhe vence a
ousadia,
prostrado nas visões em letargia,
se nada mais, de fato, lhe
completa.
Perdoem se essa rima não
transborda,
se as mãos são recolhidas numa
prece,
se o sangue corre lento e
enfraquece
entre nós bem trançados desta
corda.
Perdoem as passadas cautelosas
em terras que se mostram
perigosas,
tão distantes do fim que se
previu.
Perdoem esta fala sem sentido,
enquanto 'inda se busca no vivido
etapas em que a vida lhe sorriu.
SP, 27/10/2008
16:00horas
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA
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Página editada por Cleide Canton em 06 de junho de 2009