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INCÓGNITAS DE UM POETA
Zena
Maciel
Poeta
divinal!
Em
que paraíso cósmico
buscas teus versos?
Em
que estrela encontras
a luz
das tuas rimas?
Em
que oceano
navegas as metáforas
das
tuas trovas?
Em
que lírico poema hibernas
tua
alma? Em
que asas flamejam teus
mistérios?
Em
que súbito silêncio
mora
tua saudade?
Em
que lua de mel
descansas teu estóico coração?
Em que céu escondes teus
sonhos solitários?
Em
que calabouço jogastes
os
restos do teu amor profano?
Até
quando tuas palavras
serão
uma
incógnita?
12/07/2004
DESVENDANDO O MITO
Cleide Canton
Quem pergunta
da
resposta é ciente.
Busca
o poeta
a
inspiração em qualquer poente.
Sem
mesmo ver
é
doce e amargo crente.
Apenas sente.
Brinca com o passado,
tece
as redes do futuro
e
deixa o presente de lado.
Não
omite nem mente.
Apenas tem visão diferente.
Não
disfarça o sofrimento
nem
peca no pequeno lamento.
Mostra nas rimas a sua alegria
e o
tamanho da sua fantasia.
Sonha
o poeta acordado
e faz
da vida um rico bordado.
Hiberna sem ter motivo
quando do amor é cativo
em
qualquer cometa a passar
que o
leve a divagar.
Metáforas estão sempre presentes,
disfarces contundentes
ou
apelos inteligentes.
O
amor e a saudade
que
não esconde no olhar
o
poeta canta e chora
na
magia do luar.
Sua
razão é complicada,
sua
incógnita mal interpretada.
Nasce
o poeta para buscar!
SP,
16/07/2004
18:30
horas
FORMATAÇÃO DE
SIMONE CZERESNIA
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Página editada por Cleide Canton em 09 de abril de 2006
