Feridas d'alma
Cleide Canton

Nos lábios o sorriso triste,
no peito o pranto sem fim
pelo amor que não mais existe
e na marca que ficou em mim.



Nas mãos o carinho morto,
no soluço sons de saudade,
nas rimas e no verso torto
os ecos da infidelidade.



Prisioneira no ostracismo
do feito que não tem perdão,
brada a voz do egoísmo
clamando por solidão.



Rega o céu a dor imensa,
fogem cores dos jardins
enquanto o outro pensa
surdo a todos os clarins.



Fim de inverno, noite fria,
cala-se a voz do sonhador
tombado na nostalgia,
mudo e cego ao amor.



Sp, 11/08/2004
12:58 horas

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Página editada em 16/08/2004.


 

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