ESTADO DE GRAÇA
Autora: Cleide Canton Garcia



Hoje me sinto plena de luz!
Estou em estado de graça!
Lá fora o vento sopra forte, faz alarde
e parece querer derrubar tudo a sua frente.
Chove fraco,
não há poças no chão.
O céu acinzentou-se, ficou tão triste
como eu normalmente ficaria num dia deste.



No entanto,
de não sei onde
surge uma paz intensa, profunda,
que domina todos os meus sentidos.
Estranho o fato e me pergunto:
O que teria, de novo, acontecido?



Parece que um toque de mágica
atingiu o fundo de minha alma,
lavou o chão,
removeu o bolor,
deu um banho de tinta pelas paredes,
limpou vidraças, portas, batentes...



Tudo está no mesmo lugar
mas um perfume de flores baila no ar
e melodias
são ouvidas pelos cantos.
Nada há de especial para tanto...
Nenhum fato novo e diferente sucedeu.



Busco ainda
a causa para tal conseqüência,
e na minha ferrenha persistência,
as perguntas ficam sem respostas.



A chuva parou,
o vento também,
mas o céu continua nublado.
A sensação de paz permanece.
Que bom e que pena,
não fumo mais,
porque na fumaça do cigarro
muita vez encontrei
as respostas que procurei.



Respiro fundo!
O ar caminha solto dentro de mim!
Nenhum sinal de outro sentimento
que não seja paz e conforto.
Na minha leveza
tenho a impressão
de que pouco esforço faria
para sair do chão e voar!



Penso e insisto: por que isto?
De repente resolvo a questão!
Lembrei-me...
Esta noite sonhei com você!



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Página editada em 12/01/2003.

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