ESTAÇÃO DO AMOR
José Antonio Jacob
 
 
Diante de mim teus olhos de piedade,
Neste leito que a minha morte encena,
Despedem-se dos meus com suavidade,
Fingindo que meu mal é dor pequena.
 
Mas tu sabes da dor que me envenena,
E nada podes dar por caridade,
Só teu sorriso manso e a voz serena,
E nada mais, amor, que uma saudade...
 
És como a primavera que alvorece,
Eu sou o inverno findo e descoberto,
Não me ofereças flores e nem prece...
 
É longe a estrada e o fim é o meu deserto,
A vida é essa lembrança que envelhece:
Não te vás ainda amor, fiques por perto...

 

 

 

 

INVERNO DO AMOR

Cleide Canton

 

Ao fitar com carinho os olhos teus

no momento final da despedida,

eu descubro a dor imensa do adeus

que tatua no meu peito uma ferida.

 

Nada mais posso dar-te que um sorriso

que, talvez, amenize essa agonia.

Muito mais para mim será preciso

se um inverno este amor já noticia.

 

Não te nego o consolo de uma prece

e nem quero que te afogues na saudade

pois o amor que vivemos não se esquece.

 

Mas no fim desta estrada a amizade

é o valor que nos resta e enaltece

nosso sonho já despido de vaidade.

 

SP, 19/06/2007

16:00 horas

 

 

FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA

 
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Página editada por Cleide Canton em 10 de julho de 2007

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