Esquecendo sonhos...
Cleide Canton


O medo acobertou meu sono
e, no sono, o sonho libertei..
Não fugi, bem sei.
Eram tantas as portas abertas
da vida que mal surgia.
Eram tantas as belezas
vestidas todas de certezas
que meu abraço envolvia.



Mas quão pequeno era o espaço
a me vencer, no cansaço,
nas buscas do dia a dia.
Retomei.
Devolvi os sonhos
ao meu eu cigano,
insensato e profano.



Acoberto-me,
não mais para sonhar 
nem dançar a melodia dos tempos.
Acoberto-me
para não sentir a saudade
apertada na mais tola vaidade
que ao silêncio me condenou.



SP, 01/08/2004
13:15 horas

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Página editada em 16/08/2004.


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