Escuta o clamor
Cleide Canton Garcia


Discutamos,
insignificantes mortais que somos!
O quê,
senão compostos orgânicos
colocados por uma razão maior,
por um plano superior
num corredor qualquer
do vasto infinito?



Sondemos!
O mais apurado gosto
de qualquer de nós
incapaz seria
de tanta perfeição e beleza.
Vê a natureza!
E mesmo que cego fores,
dá a ela o devido valor.



Mesmo ensurdecido 
pelos ruídos que criaste
ouve o mavioso som
dos pássaros a chilrear.
Ouve o vento a cantar.



Escuta o clamor
daquele que te fez
resultante de amor.
Caminha neste tapete em flor
e conserva
para os que de ti vierem
o mesmo esplendor.



Estende a mão
para aquele que ainda não viu
e até mesmo nem sentiu
o espaço
que lhe concedeu o Criador.



SP, 20/10/2003
23:15 horas

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Página editada em 09/01/2004.

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