E O DIABO APRONTOU
Cleide Canton


Cleide Canton

Ardiloso e ofegante,
chega o diabo elegante
para dar o seu recado.
Abana o rabo, o proscrito,
atrás de Santo Expedito
para esconder o passado.

Transbordando ambiguidade
desperdiça oralidade
no discurso ao desafeto.
E proclama, no Direito,
o que julga ser perfeito:
politicamente correto.

Delata com ironia
desgostando a maioria
que conhece o seu reinado.
Até se torna indecente
seu olhar atrás da lente
apontando um só culpado.

Esquece o filho do mal
que o dedo aponta, ao final
dois pro outro, três pra si.
E na mortal soberbia
vomita o que se sabia:
"nem fui julgado e venci!"

Venceu foi na covardia
fugiu porque conhecia
que perderia o mandato.
Toda a sujeira escondida
dignidade falida
entre o boato e o fato.

Zombando da minoria,
pleno e em sintonia
com outros da sua laia,
até parece ( coitado)
que se sente ilibado
nessa pútrea fantasia.

Mas o diabo é coronel
e domina o seu bordel
reinando sobre a maldade.
E dança e se lambuza
em teoria confusa
sobre mentira e verdade.

Descrente o povo adormece
agarrado à sua prece,
pedindo auxílio ao Senhor.
Ele tarda... mas não falha
e vai envolver na mortalha
o diabo e o seu penhor.

Nesse dia (Ah! Como espero!)
Rasgo o verbo, acelero
o vôo do meu cantar.
Meus filhos terão orgulho
do rumo deste mergulho
que abraço sem vacilar.

Por meu povo já cansado
de ser deixado de lado
pela turba delinquente,
grito e faço estardalhaço
cansada de ser o palhaço
neste circo putrescente.


SP, 10/08/2009
14:00 horas

 

A FESTA DA TRAIÇÃO
Net 7 Mares



Final de eleição e, em mim, um lamento
No último dia da festa acabada:
Ali, vi "santinhos" bailando ao vento,
Brindando o triunfo da grande cartada

Em regozijo com a plebe festiva,
Como de sempre, estiveram presentes
"Anjos" que ofertam, à massa passiva,
A esperança estampada nos dentes.

Envolto em papéis de cores sangrentas,
O que antes se via como quimera
Veio na caixa de promessas bentas:
Vinho "PT" de doze anos de espera.

Na festa, bebeu-se do vinho antigo,
Ninguém quis saber da água, a razão;
E, hoje, a ressaca e, nela, o castigo:
Sarney, Collor, Renan e traição.
@@@@@@

 

FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 03 de fevereiro de 2010

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