ENTÃO POR QUÊ?
Cleide Canton
 
 
Por que, então, estes carinhos tantos
palavras ternas, luz no teu olhar
se esquecidos foram os encantos
no desencontro desse nosso amar?
 
Por que estas flores e esta linda festa,
cruzando taças deste vinho raro,
se a indiferença se faz manifesta
e o discreto adeus já ficou tão claro?
 
Por que o riso, a ternura de um abraço
se neste rumo que não mais eu traço
vê-se perdido o belo na maldade?
 
Por que esta voz velada ainda ostenta
um tom tão doce que ninguém inventa
no prenúncio da dor de uma saudade?
 
SP, 08/01/2007
14:20 horas
 
 
  
 
FORMATAÇÃO DE SIMONE CZERESNIA

 

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Página editada por Cleide Canton em 12 de fevereiro de 2007

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