Boa noite, solidão

Eugénio de Sá

Boa noite, solidão
Chegas um pouco atrasada
Mas não faltas, minha amiga
Ao convívio que te aguarda
Neste triste coração
D'uma ilusão exaurida

Boa noite, solidão
Amanhã cá nos veremos
Como sempre, à mesma hora
Foi promessa que fizemos
De renegar a emoção
E a esperança mandar embora

Boa noite, solidão
Senta-te à mesa comigo
Aqui bem perto de mim
Vê-me como um teu amigo
Que não encontra outro abrigo
Nesta dor que não tem fim

 

 

BOA NOITE, POETA
 
Cleide Canton
 
 
Boa noite, velho amigo!
Perdoa a minha demora
Chego e já faço morada
sem alarido, calada,
nesse teu peito que chora
a dor que não foi embora.
 
Boa noite, velho amigo!
Se me queres estou perto
no abraço que prometi,
nas dores que não vivi.
Sou-te oásis no deserto
em calor de céu aberto.
 
Boa noite, velho amigo!
Sento-me contigo à mesa
e bebo da mesma taça,
em meio a tanta fumaça
que não dissipa a beleza
do amor que se fez tristeza.
 
 

FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

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Página editada por Cleide Canton em 18 de julho de 2013

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