AINDA E SEMPRE
Cleide Canton


Expostas as memórias esquecidas
no abrir do livro cinza da saudade,
revelam-se, sem brilho e sem vaidade,
as asas de dourado revestidas.

E batem contra o vento, arremetidas,
tentando, desta vez, com mais vontade
romper, a qualquer custo, a imensa grade
que guarda suas dores mais sentidas.

No azul o tempo diz que tudo vale,
embora o entardecer já não embale
os mesmos desejares rotineiros.

E a lua, bem depressa dita a festa,
na mesma cor dos ecos da seresta
que viu nascerem sonhos passageiros.



S.Carlos, 07/01/2012
11:10 horas



*  *  *


SEMPRE
Regina Coeli
 
 
As asas de dourado revestidas
Escrevem suas letras, sua glória,
Nos bastidores vivos de uma história
Pungente de emoções mais que sentidas. 
 
E batem contra o vento, arremetidas,
Perpassam as fortes grades da memória,
Soluçam relembrando a luta inglória
De preservar as flores esmaecidas.
 
E choram... e rogam ao ontem que se cale
E deixe se revele o que é o agora;
No azul o tempo diz que tudo vale...
 
As asas? Sãos as mesmas, vêm do outrora,
Sussurram ao pé da brisa que as embale
E cantam em rima d'ouro verso afora! 
 
 
Rio de Janeiro/RJ, 13 de janeiro de 2012.
15:01 h

 
 

 

Quer enviar esta página?
Clique no Recomende.

 

Copie o código para colar no scrap do Orkut
 

 

Página editada por Cleide Canton em 10 de abril de 2012

  online