DOMADA
Cleide Canton


Descobriste, enfim,
a fera em mim...
Fera de afiadas garras
que não aceita as amarras
das prisões do coração.



Fera que vagueia solta
mas não ultrapassa os domínios da sua razão.
Fera que zela pelos seus afetos
e usa a agudez do seu olhar
para conquistar.



Fera que rosna, se preciso,
para delimitar os seus direitos
e guarda os troféus dos seus feitos.
Fera que jamais precisou implorar
por qualquer forma de amar
mas que se encolhe toda
ao menor acarinhar.



Fera que impera
sem a menor exigência
mas se entrega inteira
à suavidade do luar.



SP, 24/05/2003
12:00 horas

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Página editada em 06/06/2004.


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