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DESCAMINHO
Cleide Canton
Enluta-se este
céu de brigadeiro
no outeiro
sacrossanto em desalinho,
se o pinho se
corrompe no vespeiro
faceiro no
aplaudir do descaminho.
Arroja-se
este sol tão melindrado,
fadado a dar a
luz ao novo dia.
Na via
resplandece o já marcado
recado que, do
vero, sucumbia.
Memórias
ultrajadas no suplício
do vício que
permeia a ousadia,
não cria nova
história, desperdício
no início
desta fase em sinesia.
Destrava-se essa língua bem treinada,
forçada pelos
ranços escondidos,
nos idos onde
o prêmio da jornada
em nada
derrotou os escolhidos.
Fizeram-se os
heróis sem galhardia,
latria que
persiste e endurece
a prece a
elevar-se, em sintonia,
no dia em
que meu lábaro enrubesce.
SP,12/10/2010
20:40 horas
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA VOZ ASTIR CAR |
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Página editada por Cleide Canton em 10 de dezembro de 2010