Deixa-me só
pelo tempo que for
necessário.
Preciso de uma pausa
para que isto tudo
não termine sem
definida causa.
Deixa-me sondar teus
desejos,
os teus gostos, os
teus sonhos,
as tuas virtudes e
defeitos.
Deixa que eu sinta o
peso
da bagagem que
armazenaste
nestas tantas viagens
pelos rumos que o
destino te ofertou.
Deixa-me conhecer os
teus desvios,
o tamanho dos teus
brios,
as tuas fugas, as
derrapagens,
as rotas forçadas,
tuas ruas e tuas
calçadas,
as flores do teu
canteiro,
as frutas do teu
pomar.
Deixa-me conhecer
a tua capacidade de
amar.
Não estranhes este meu
pedido
nem te percas em
conjecturas.
Não te analiso para
julgamento.
Apenas para saber
que tipo de ninho
espera
este amor que tenho
para te ofertar
e qual a profundeza
das águas
em que juntos iremos
navegar.
Se chegarmos a lugar
algum
nada terei a reclamar.
Mas se acharmos
as pérolas do
encantamento
teremos o que, de
fato, brindar.
Agora,
deixa-me só!
SP, 11/07/2006
18:25 horas