Não sou o que me fazes
parecer
e nada me acrescenta aquilo
que dizes de mim
em versos desobrigados de
verdades,
fruto dos caprichos da
vaidade,
restos de um romantismo
equivocado
onde teimas parecer um
menestrel
nas respostas evasivas
as minhas relutantes questões
existenciais.
Não teça apelos ao meu ego
orgulhoso
porque ele se atém
apenas aos alicerces
que me sustentam sem riscos.
Todos os acréscimos,
os detalhes e os arremates
que justificam meus
objetivos,
a beleza que move a minha
busca constante,
são traçados na minha
explicação de motivos
e, a ela têm acesso, apenas
aqueles
que conseguem enxergar
sem os véus das
justificativas vãs,
sem a racionalização da
tolerância...
Simplesmente necessitam da
vontade,
sem pretensão outra que não
"conhecer para amar".
Sou um deleite
a transformar os dias
acinzentados
em resultados de expressões
que procuram algo de belo,
de diferente, de verdadeiro.
Não me prendo a acomodações
confortáveis
de um divã que surge a cada
degrau vencido,
nem olho as laterais
para ver que lugar ocupo
entre tantos no mesmo
caminho,
porque minha capacidade é
única
e comparável apenas a ela
mesma.
Nada mais me falam as
lágrimas
pois são tranqüilas.
Nada mais me dizem
quaisquer outros sentimentos
que possam macular
o respeito que tenho para
comigo mesma,
como criatura que segue o seu
Criador
e acata as verdades que Ele
me coloca
no verdadeiro templo onde
eu O venero.
Por isso,
todos os meus dias são sol
e todas as minhas noites são
lua.
Estrelas estão aí para
contar...