Conta-me!
Preciso saber de ti
e dos sonhos que desenhaste
no teu infinito.
Conta-me
se as mesmas estrelas
ainda teimam em dançar no
teu olhar
e se ainda navegas, sem
rumo,
ao encontro das tuas
verdades.
Vejo-te como um rio
que cavou seu leito
entre as montanhas poderosas
onde os sábios hibernam
e o silêncio
é a oração dos crédulos,
fazendo eco no seu "amém",
deixando pegadas
para quem ousa as mesmas
buscas...
Preciso saber
se o sorriso aflorou
na ousadia dos teus lábios
ou se conservas no semblante
a cautela da austeridade,
máscara constante
para preservar a tua
intimidade.
Preciso saber
se algo novo tocou teu
coração
tão protegido do amor,
tão desconfiado das paixões,
tão seguro dos teus planos
que a menor distância
que permites entre nós
é a mesma que existe entre o
sol e a lua.
Preciso saber
se a mão que me tocou
ainda é capaz de fazer de
mim
uma escrava independente
de um amor sem precedentes.
Preciso saber de ti!
SP,19/04/2007
17:30 horas