Há redemoinhos no mar
do meu olhar.
Há um encanto vivaz
na minha paz.


Há um desejo oculto que teimo em não gritar.
Há um cheiro de amor no meu falar.
Há vendavais ameaçando a minha solidão.
Há alguém mais ocupando meu coração.


E nessa guerra iminente
deponho minhas armas, inconseqüente.
Gritam mais forte,
jogando com a sorte,
os desejos de abraçar o mundo
nem que apenas por um segundo.


Cerro os olhos e deixo-me embarcar
na canoa lunar
para brincar com as estrelas
e no infinito escorregar
até de novo me encontrar!


E hoje, no meu sempre, como nunca
tenho medo de te amar!



SP,01/12/2003
19:03 horas


 

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Página editada em 09/01/2004.

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