Como encontrar-te,
em meio a tantas luzes
que cegam minha visão de
estrelas,
que mesclam de lágrimas
fortuitas
o meu olhar apaixonado?
Como encontrar-te
se são tantos os paredões
que se erguem entre nós
e barram qualquer esforço
para que eu ouça a tua voz?
Como encontrar-te
se esconderam-se os ventos
capazes de fazer chegar a ti
a melodia que canto em
versos tantos
ou o bater descompassado
deste coração,
refém da tola emoção
que explode a cada sinal
da tua proximidade,
a cada menção do teu nome.
a cada notícia tua?...
Como saber-te
se não consigo ver-te?
Como mostrar-te
o vulcão escondido em
palavras ternas,
o brado de amor recolhido,
o anseio de um vôo ao
desconhecido
onde teus olhos me guiarão
até o aconchego do teu
abraço,
no vale encantado
onde se deitam os sonhos
e um sorriso farto
amanhecerá nos lábios meus,
eternamente junto aos teus?
Como, amor?
SP, 24/05/2007
20:00 horas