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CHÃO MINADO
Cleide Canton
Atento olhar, debaixo das estrelas,
desvenda além, razões então prescritas,
que qualquer outro custa a percebê-las
num mesmo vão de vozes tão restritas.
E mais arruídos nascem na penumbra,
em berço são, embora já descrente.
Não fora a viga-mestra que deslumbra
mortal seria o bote da serpente.
Incautos vão os pés, seguem a trilha,
embora ainda dance na cartilha
aquele que se entrega, motivado.
Debalde são os meios, as divisas,
se fogem com temor das profetizas
a verem o amanhã de chão minado.
SP, 18/04/2010
11:40 horas
FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA |
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Página editada por Cleide Canton em 14 de maio de 2010