CHÃO
Cleide Canton
 
 
Águas e sais
abraçam o céu vermelho.
Ramas secas
bradam anseios universais.
 
Falas mortas,
mortos ancestrais.
Pactos contratuais,
jazigos em areias perdidas.
Discursos formais
em bocas dormidas.
 
O ventre sangra
e vinga.
Explode a voz
liberta da clemência.
 
Se aqui são e ficam
para onde irão?
Deus perde o pódio.
É apenas irmão!
 
Assume a vez
o raio e o trovão.
 
Chora desencanto vermelho
o encantado chão azul...
De norte a sul.
 
SP, 11/01/2009
12:30 horas
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 06 de junho de 2009

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