BUSCA
Edson Contar
 
Em cada canto que se faz novo, eu me apego,
 Em novos sonhos de esperanças, eu navego,
Qual marinheiro aventureiro eu me entrego,
Num viajar sem fim que é  meu destino...
Buscar, no etéreo, o amor perfeito que imagino,
Seja o mais puro e, ao mesmo tempo, libertino.
 
E nessa busca, vai passando a existência...
Nas minhas rugas escrevendo ilusões,
A solidão desenha um quadro de demência,
Carência pura de impuras conclusões.
 
Em cada canto, um novo canto, um velho cisma,
Um duvidar, uma certeza, um sofrimento,
Um castigar a velha alma escravizada,
Abandonada na tristeza e no lamento.
 
E, nessa busca ambiciosa, o desenlace,
A conclusão , a solução, cruel verdade.
Minha procura não terá fim nesta existência,
Nem na vivência de toda uma eternidade.
 
 
 
ACHARÁS
Cleide Canton
 
Em cada verso que desenhas, em lamentos,
as incertezas choram lágrimas sentidas.
A dor maior talvez se esconda nos tormentos
da vã procura de pastagens regressivas.
Há sempre o novo, um amor sem argumentos,
escondido entre os véus das tuas divas.
 
É teu o sonho, não descreias do momento
que te arrasta para a dor, desilusão.
É tempo ainda, hás de secar o teu lamento
ao receber um outro sopro de emoção.
 
Percebe o vento que te canta ao pé do ouvido
um novo acorde a renovar a melodia.
Abrace o pinho, companheiro envaidecido,
e encontre o tom no raiar de um outro dia.
 
Verás, assim, qu'inda há um verso não cantado,
qu'inda restam outras faces da verdade.
A plenitude alcançarás, estás fadado
a brilhar no amanhã da eternidade.
 

 

Arte Final Cleide Canton

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 05 de março de 2010

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