Adaptação do texto Brincadeiras de Rua
de Airton ( Homem Sonhador)


Nos lábios meus
doce sorriso aparece
lembrando o tempo que distante ficou.
Brincadeiras de rua
que não se esquece,
tardes ditosas que o tempo não levou.



Lenço- atrás,
barra-manteiga, passa-anel,
pega-pega, esconde-esconde, bilboquê,
navegando
num barquinho de papel
se perderam no passado sem porquê.



Bastante incomoda
a saudade que mata.
Hoje, tristonha, me encontro a perguntar,
temendo de alguém
a resposta sensata:
Onde os nossos castelos foram parar?



O ladrão amedronta:
passa a carteira!
Esconde a muamba, diz o traficante!
O branco do lenço,
nem de brincadeira,
Senão p’rá enxugar o sangue abundante.



Brincadeiras convertidas
em maldade.
Nunca mais a nossa tarde colorida!
Inverteram-se os valores,
sem piedade,
transformados nessa tal roda da vida.



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Web designer Ana Amélia Donádio
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Página editada em 01/04/2003.

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