Bom dia, saudade!
Cleide Canton Garcia


A brisa fresca da manhã
me saúda por você.
Onde estão os sóis
dos meus girassóis?
Em que arbusto se escondeu
o único pirilampo
que em minha noite adormeceu? 
Em que estrela se perdeu
o brilho que em meu olhar feneceu? 



Bom dia saudade! 
Por que não deixa escondido
meu anseio recolhido?
Por que me impõe sua presença
se conhece a minha crença?



Bom dia, saudade!
Por que não me faz ave liberta
do sonho que ainda desperta?
Por que me embarga o caminho
e cobre de nódoa o meu ninho?



Adeus, saudade!
Procure outro coração para seu tormento,
outros lábios para ouvir lamento.
outro amor para lançar ao vento.



SP, 22/12/2003
17:06 horas

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Página editada em 09/01/2004.

 

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