Arpejos de amor
Cleide Canton Garcia


É manhã de sol!
Procuro na paisagem de pedra
resquícios da natureza
ansiando pela beleza
que o verde nos traz.
Pontinhos que se misturam
às outras cores sem vida.
Outono fugaz!



Encontro o ponto de fuga
de onde partem as retas
que, diretas,
se traduzem em perspectivas
e terminam na moldura
da minha janela
onde eu, sentinela,
espero sem pressa.



Visão de espaços limitados
não condizentes
com os meus anseios prementes.
Procuro algo mais
que não encontro na paisagem.



Em resposta,
alguém que também procura
deixa chegar aos meus ouvidos
o suave arpejar
daquela velha melodia
que embalou , um dia,
meus segredos de amor.



O infinito se abre à minha frente. 
Não há mais limites
para os sonhos
que dançam risonhos
no matizado das cores
que busquei
e nos arpejos encontrei.

Proibido a cópia sem autorização da autora

 

Web designer Ana Amélia Donádio
romantichome@terra.com.br
Página editada em 03/09/2003.

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