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Povoas meus solitários sonhos
e meus lábios se abrem risonhos
nesta vã e desvairada espera,
nesta angústia que não quisera.

Não te deleites só com minha aparência!
Toma-me toda, estou sem resistência,
Pois, da obscenidade do teu pensamento,
apodero-me neste teu momento.

A mulher de mim se acende
e a teus apelos atende.
Embebedo-me com teu veneno
e esqueço meu agir sereno.

Deixemos de lado nossos medos!
Confiemos a nós nossos segredos!
Da vida não há nada a temer
e juntos temos muito a aprender!

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autora.
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