À MATRIZ
Cleide Canton
 
 
 
Bem sabes quanto amei o que foi teu
trancando no meu peito este segredo
que há pouco confessei, mesmo com medo,
ao ver-te tão sofrida, mais que eu!
 
Duvides, se quiser, mas é verdade:
Não quis que te abraçasse o sofrimento.
E fiz-me folha em branco no momento
de quase o sonho ser realidade.
 
Barrei a construção do meu castelo
erguido sobre a dor, desfeito o elo,
prisão do teu destino ao mesmo alguém
 
que soube dar-me amor, dar-me ternura,
apoio em longas horas de amargura...
Presença que hoje sinto além do além.
 
SP, 20/06/2008
21:45 horas
 
 
 
 
 
À MATRIZ
Tere Penhabe
 



Já fui essa matriz, cantada em versos...
Mas nunca mereci uma poesia,
Pautada em  fatos tristes, controversos,
Na minha sina não coube estesia...

Foi embora quem me deu tantos reversos.
Sua partida acabou tendo valia,
Portas se abriram, outros universos.
Libertou-me da insana hipocrisia.

Maldizer filial não me convém,
Por isso do rancor eu me abstenho,
Mas defendo direitos que ainda tenho...

Pois ao partir, de mim não usurpou,
Talvez remorso por quase uma vida,
Que em prol de falso amor eu vi perdida!

Santos, 23.06.2008
www.amoremversoeprosa.com

 

 

FORMATAÇÃO SIMONE CZERESNIA

 

 

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Página editada por Cleide Canton em 08 de outubro de 2008

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