ALERTA, BRASIL!
Cleide Canton
 
 
 
Macularam o "povo heróico brasileiro"
que a liberdade conquistou com "braço forte"
e, sob estrelas de um céu  alvissareiro,
 ouvira o brado: "Independência ou morte!"
 
 
Treme o "gigante pela própria natureza"
nos bastidores que desonram sua História.
Nuvens negras no espelho da grandeza
 desviam do rumo tão almejada glória.
 
 
"Terra adorada, Pátria amada entre outras mil",
iluminada pelo "sol do novo mundo",
ainda esperas dos teus filhos, "mãe gentil",
ainda brilhas "à luz do céu profundo".
 
 
Até hoje "nossos bosques têm mais vida"
embora em luto  desabrochem nossas flores.
A verde  flâmula em carmim foi denegrida 
por cobiças a nutrir falsos amores.
 
 
Mas "verás que um filho teu não foge à luta"
empunhando a "clava forte da justiça".
A decência e a moral nessa disputa
farão o mundo ajoelhar-se a tua missa.
 
 
Clama, Brasil! Exige dignidade!
Não te encolhas por vergonha nem por medo.
Fortalece as nossas asas da liberdade
que um dia foi tramada em segredo.
 
 
Não te esqueças dos filhos que tombaram
na guerra pelos sonhos que ainda temos.
Não te cales nem te ausentes!  Não roubaram
a voz que grita  pelo sol que merecemos!
 
 
Alerta, Brasil!
 
SP, 02/09/2005
12:10 horas
 
 
Midi:
 Aquarela do Brasil, de Ari Barroso
na voz dos três tenores
 
Formatação:
Simone Czeresnia
 
Respeite os
Direitos autorias de arte e versos.
 
 

 

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Página editada por Cleide Canton em 02/09/2005

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