Encerro este ato!
Embora ainda ouça,
no silêncio,
a tua voz a me
chamar,
nada mais me
prende.
Cansei de te amar!
Sem festa e sem
aplausos
deixo, cabisbaixa,
a cena sem final,
sem chances de
retrocesso,
sem mais um dia ou
amanhã.
Apenas uma lágrima
se faz companheira,
sem que ninguém
veja.
Apenas uma lágrima
derramarei por nós.
Apenas uma...
Não porque mereças,
mas porque deixo
contigo
um sonho antigo
demais,
adornado de
esperança,
pintado de ilusões,
embalado pelo
carinho franco
e laços de
fidelidade.
Adeus!
Nada nos devemos,
a não ser a
gratidão
por tantos momentos
ternos,
por tantas vitórias
a dois,
por tantos olhares
amantes,
sorrateiros,
apaixonados,
por tantos abraços
prolongados,
por tantos sorrisos
soltos
na cumplicidade de
prazeres...
Adeus!
Dá-me apenas uma
hora
para que eu reveja
o nosso ninho
e tranque, no
coração,
os meus guardados.
Quando chegares,
a porta estará
entreaberta
e nem mais um sinal
meu
tu encontrarás,
bem como, dos meus
passos,
jamais saberás.
Quando digo adeus,
digo também até
nunca mais...
SP, 10/09/2006
22:40 horas