Acorrentada
Cleide Canton Garcia


São teus os olhos
que quero em mim
pois ninguém mais
me olha assim.
São tuas as mãos
que busco para me afagar.
São teus os lábios
que quero beijar.
É teu o peito
que procuro para me aninhar.
És tu o homem
que escolhi para amar.



Aconchega-te neste colo
e mistura ao meu o teu calor.
Esta noite o infinito
é o limite do meu amor.



Permita que eu embale
teus desejos com ternura.
e faz, dos meus,
a tua loucura.



Acorrento-me a ti
não como a metade faltante
nem como o inteiro dominante.
Acorrento-me a ti
como amante,
que talvez da mesma bebida
não vá gostar
e, quem sabe,
os mesmos verbos
não consiga conjugar
mas, certamente,
saberá te amar.



Acorrento-me a ti
sem cobranças...
Sou apenas alguém que quer
ser tua mulher.



SP, 17/10/2003
22:22 Hs.

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Página editada em 09/01/2004.

 

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